Contação de História - Aylhane e Joice
as meninas desenvolveram uma contação de história baseado no livro e com isso desenvolveram um poema para ser lido com as crianças, fazer uma roda de conversa para discutir o que entenderam e logo após jogar o jogo da memória produzido por elas.
Nós sentimos Carolina
O quarto de despejo o lugar esquecido
A parte da casa onde nenhuma visita quer conhecer Onde tudo é jogado, onde a poeira e lixo reside.
Á o quarto de despejo Carolina logo nos mostrou
Que a fome é como uma visita indesejada, chega sem avisar
Fica mesmo quando pedimos “pra” voltar.
Canindé onde a desigualdade de classe e extrema pobreza fez morada, onde a violência e ignorância faz festa.
O quarto de despejo o lugar sujo e escuro.
Onde se dizia que só bandidos sairiam de lá
Onde as pessoas eram julgadas e jogadas
Onde nada de bom viria dela, a foi lá... foi lá!
Onde ela, que catava papeis para se sustentar, que com três filhos para crias, brilhou!!!
Aaa finalmente! Certamente ela pensou.
Seu brilho foi tão forte que onde era escuro, clareou!
E aquele lugar esquecido, foi lembrado.
Seu amor por escrever e sua força de vontade para vencer.
Seus diários eram como sussurros do dia-a-dia
Seu carisma e luta diária, teve vez
Suas palavras criaram voz e gritou
Gritou de um jeito que mexeu que mexeu com quem o ouviu
Gritou de um jeito que a gente sentiu
Sentimos com dor no fundo do peito, sentimos juntos com Carolina a preocupação de deixar seus filhos em casa.
Sentimos a barriga doer de fome, sentimos o cansaço de noites mal dormidas
Sentimos a tristeza de ouvir e simples pedido de presente de aniversário.
Mais de 1 milhão de pessoas sentiu
Sentiu a dor de uma mulher negra, favelada, neta de escravos, mãe e guerreira.
Nós sentimos
Sentimos muito mais por conhecer como foi sua guerra diária e não ser reconhecida como deve.
Carolina Maria de Jesus você não ficara no quarto de despejo dos escritores.
Porque nós sentimos!

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